Participação na Flica 2016 deixa legado cultural para estudantes

Fotos: Sergio Isensee
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma noite de primavera e de lua cheia para ficar na memória, quando a poesia, a prosa e a canção deixaram mais do que palavras pelo ar. Foi assim, com sorrisos largos e sentimento de alegria, que os estudantes da rede estadual de ensino realizaram O Sarau Literomusial e encerraram a participação na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2016), na noite de sábado (15). Aproveitando a passagem pelo dia dos professores, os estudantes homenagearam os mestres que contribuem, inclusive, para que despertem o interesse pelo mundo da leitura e da criação.
 
A Casa Educar para Transformar foi o espaço montado na Flica especialmente para os estudantes. Durante os dias do evento, os alunos, vindo de vários Núcleos Regionais de Educação (NRE), apresentaram suas expressões artísticas, musicais e obras literárias, no âmbito dos projetos estruturantes da Secretaria da Educação do Estado: Artes Visuais Estudantis (AVE), Educação Patrimonial e Artística (EPA), Festival Anual da Canção Estudantil (FACE) e Tempos de Arte Literária (TAL).
 
Para 17 estudantes, a participação na Flica foi ainda mais especial. Eles receberam notebooks como premiação pelo Concurso Festa Literária na Rede Estadual: 169 anos de Castro Alves, promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Hellen Cristina Teixeira, 17 anos, do Colégio Estadual de Correntina (914 km de Salvador) foi uma das premiadas. Diz que volta para casa com muito mais inspiração do que quando chegou. “Estou muito feliz por ter vivido tudo isto. Foi uma troca maravilhosa de experiências literárias”, afirma.
 
A coordenadora dos projetos Intersetoriais, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Nide Nobre, faz um balanço sobre a participação dos estudantes na Flica: “É uma celebração das artes. O pranto dos meninos na saída da Flica revelou a importância dessa participação, o encontro dele com o que produzem este encantamento, esta magia. É de um esplendor esta literatura viva feita pelos estudantes, com estilo, com toque de clássico, com propriedade, com segurança. Por meio dos seus processos criativos, eles falaram das suas inquietudes, das suas etnias, dos seus lugares, da roça, da cidade, abordaram dos dilemas que encontram. Foi um momento de uma riqueza cultural sem precedente”, afirma.  
 
A professora de Língua Portuguesa, Lucília Coimbra, da Colégio Estadual Deputado Henrique Brito, acompanhou a rotina de atividades dos estudantes na Flica. Ela foi jurada do Concurso em Homenagem a Castro Alves e participou do encontro com “pequenos autores”. Ela fala desta troca de aprendizagem: “As apresentações dos estudantes são excepcionais, que demonstram suas criações próprias ou coletivas. É um encantamento, em que a gente sempre aprende com eles, ficamos maravilhados”.
 
Neste ano, no Sarau Literomusical, os estudantes também fizeram uma homenagem à família Veloso, embalando a finalização da Flica com muito samba, samba de roda e canções de autoria de Caetano Veloso.

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