Estudantes revelam técnicas aprimoradas de artes plásticas em exposição no 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                          Retratar, em cores ou em preto e branco, a realidade social, econômica e ambiental do País ou, então, as belezas naturais e do povo da Bahia. É desta forma que os estudantes da rede estadual envolvidos no Projeto de Artes Visuais Estudantil (AVE), impressionam o público que está participando do 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual, promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, até esta sexta-feira (04), com entrada franca, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Ao todo, 93 obras estão sendo expostas e já foram submetidas ao olhar criterioso de especialistas que escolheram as cinco melhores obras de arte apresentadas.
 
 O artista plástico Jessé Santos ficou encantado com a riqueza de detalhes dos quadros e esculturas produzidos pelos estudantes finalistas do AVE. “Estou muito feliz com o resultado dos trabalhos apresentados pelos estudantes pelo fato de serem jovens que estão se iniciando nas artes plásticas, mas, com muito talento. São temas atuais como a exploração infantil e, tradicionais, ao se contemplar o regionalismo cultural através de tinta guache, gravura e grafite”, ressalta um dos jurados.
 
A professora de Literatura, Ana Rosa Neves Ramos, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), acredita que “os estudantes têm na Literatura a base para traduzir as suas ideias, pois, ampliam a visão de mundo ao exercitarem o talento e criatividade, explorados de inúmeras formas. E isso, para o estudante, é algo que desperta e incentiva a acreditar no seu potencial e na transformação que a educação traz”.
 
Reconhecimento - O estudante Marcos Galdino, 21 anos, do 3º ano do Colégio Estadual Polivalente de Irecê, foi um dos cinco vencedores da mostra do AVE. Em sua obra, “Exploração infantil: um mundo sem cores”, ele utilizou tinta guache, caneta preta, grafite e corretivo para imprimir a sua crítica social. “Na tela, podemos ver crianças criminalizadas e exploradas em preto e branco, em contraste com as cores representadas pelos elementos da infância perdida”, explica o jovem artista.
 
Outros estudantes selecionados foram Jean Dourado Santos e Alessandro Oliveira Guimarães, do 3º ano, dos cursos técnicos em Administração e em Agroecologia, do Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Paramirim (Cetep), localizado em Macaúbas. Eles apresentaram um oratório confeccionado em madeira intitulado de “A força que nunca seca”. “Mostramos a vida alegre e ao mesmo tempo complicada do nordestino, que não perde a esperança e está sempre sorrindo e cantando, por isso evidenciamos as diversas cores que vão além da paisagem da seca”, comenta o integrante Jean Santos.
 
Teotônio Ferreira, professor de Artes e responsável pela orientação do oratório da dupla, ficou estusiasmado com o resultado. “Nosso foco foi valorizar os objetos de patrimônio artístico dentro de uma temática folclórica, retratando as peculiaridades do Nordeste e a tradição religiosa da cidade de Macaúbas. Estou muito satisfeito com o reconhecimento do público e dos jurados”, relata o educador.
 
Raí Bomfim de Jesus, 17 anos, 3º ano, do Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães, situado no município de Fátima, ficou surpreso com o resultado. “Estou muito contente pelo reconhecimento porque a técnica da Xilogravura é pouco conhecida e isso vai contribuir para que esse tipo de arte seja mais divulgada e valorizada”, comenta o autor do quadro “Percalços”.

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