Programa Dignidade Menstrual distribui absorventes em escola no bairro de Pernambués

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Fotos: Camila Souza/GOVBA
O Programa Dignidade Menstrual distribuiu absorventes na Escola Estadual Professora Mariinha Tavares, no bairro de Pernambués, nesta quinta-feira (24). A iniciativa do Governo do Estado tem o objetivo de beneficiar mais de 226 mil estudantes regularmente matriculadas na rede estadual de ensino e em situação de pobreza ou extrema pobreza, na faixa etária de 11 a 45 anos, com um investimento total de R$ 5,6 milhões.
 
“Podemos pensar no Dignidade Menstrual enquanto saúde, bem-estar e empoderamento através de ações pedagógicas, utilizando a estrutura educacional para favorecer a presença dessas meninas na escola, inclusive durante o período menstrual,” explicou a diretora da escola, Luciene Lima.
 
O programa visa ofertar mensalmente um pacote de absorventes descartáveis por beneficiária. A estudante Sheila Muniz, 15 anos, afirmou que era comum, para algumas meninas, faltar aula nos dias de menstruação e que esta realidade mudou com a entrega dos absorventes.
 
O Dignidade Menstrual também tem como linhas de abordagem a formação sobre a temática, o protagonismo dos jovens, a distribuição de material informativo e a construção da rede de apoio na escola. Neste mês, antes da distribuição dos absorventes, professores, coordenadores e a direção da Escola Mariinha Tavares promoveram um momento de integração somente com as meninas e realizaram palestras sobre a importância do tema.
 
“A gente precisa estar junto, fazendo com que as meninas acreditem nelas, entendam a peculiaridade de cada uma, deixem de ter vergonha de falar de algo que é tão natural. Por isso, devemos tratar nas salas de aula sobre o respeito ao período menstrual”, comentou Jedjane Mirtes, que atua no apoio pedagógico da escola.
 
Diversos materiais didáticos também estão disponíveis no Portal da Educação. Dentre eles está a Cartilha Educativa sobre Saúde Menstrual, que explica o que é a menstruação e quais as mudanças que provoca no organismo, bem como contribui para desmistificar tabus relacionados ao tema.
 
Repórter: Leiliane Fláu/ SECOM BA

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