Projeto #Grafitaê envolve 209 mil estudantes da rede estadual

Foto: Claudionor Jr.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O projeto #Grafitaê promoveu, nesta quinta-feira (14), a festa de encerramento do primeiro ano de atividades, no Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC) de Salvador, localizado no Colégio Estadual da Bahia (Central), no bairro de Nazaré. Em 2017, o projeto foi implantado em 270 escolas, localizados nos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTE), alcançando 209 mil estudantes da rede estadual. A iniciativa, promovida pela Secretaria da Educação do Estado, busca incentivar a utilização das expressões artísticos urbanas como forma de ensino e aprendizado nas escolas com a utilização, por exemplo, do grafite, rap e skate. Além do grafite, a tarde desta quinta-feira no CJCC foi marcada pela  realização de apresentações de música, teatro e capoeira. 

O superintendente de Políticas para a Educação Básica da Secretaria da Educação do Estado, Ney Campelo, destacou a importância do projeto como ferramenta de transformação nas escolas. “Acredito que esta é uma das ações de maior sensibilidade da Secretaria porque apresenta uma nova visão da Educação nas escolas, de trazer para o ensino as expressões urbanas. Queremos colorir as unidades e ouvir dos estudantes o que eles têm a dizer, percebendo que há uma nova linguagem que faz uma ponte entre o ensino na escola e assuntos importantes de serem debatidos como a homofobia, o racismo e o respeito às mulheres”, destacou, ao falar sobre as expectativas para 2018. “A ideia é que consigamos alcança no próximo ano mais 270 escolas”.
 
 
Para o grafiteiro e instrutor, Rodrigo Menezes, conhecido como Bigu, o grafite nas escolas traz uma nova perspectiva de aprendizagem para os estudantes. “Os alunos estão tendo a oportunidade de aprender uma arte que pode contribuir com seu conhecimento pessoal ou até mesmo profissional. Estamos trazendo para eles as técnicas que podem ajudar a se expressarem utilizando toda a criatividade”, contou.
 
Segundo o estudante do 2º ano Matheus Macedo, 17 anos, do Colégio Central, a iniciativa desperta a criatividade. “Ter alternativas de ensino é muito bom, principalmente quando nos identificamos com a arte e a linguagem aplicadas que têm tudo a ver com a nossa realidade. Fico muito alegre em participar do projeto”, disse.

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