Estudantes da Educação Profissional e Tecnológica apontam ação transformadora da música

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Considerada um diferencial na vida das pessoas que a praticam, a música tem trazido resultados surpreendentes para os 250 estudantes do Centro Estadual Educação Profissional (CEEP) em Música, localizado no bairro de Nazaré, em Salvador. Segundo os próprios, o envolvimento com a arte musical música contribuiu para que se tornassem pessoas mais comprometidas com a escola, com os estudos e com a própria vida. A unidade oferece os cursos técnicos de nível médio de Canto e de Instrumento Musical, nas modalidades Ensino Médio Integrada à Educação Profissional, Subsequente ao Ensino Médio (PROSUB) e Educação para Jovens e Adultos (PROEJA). Além dos cursos, o CEEP mantém dois grupos estáveis: a Orquestra de Violão e Outras Cordas e a Orquestra da Flauta Doce.
 
A estudante Camila Ceuta, 17, 3º ano do curso técnico de Instrumento Musical, é uma das mais entusiasmadas com o poder de transformação que a arte musical tem trazido para a sua formação escolar e sua vida pessoal. “Posso dizer que tudo que aprendi aqui, no CEEP, no curso de Instrumento Musical, tocando, por exemplo, violão e flauta, vem contribuindo muito para melhorar a minha relação com o mundo. Melhorei o meu comportamento e desenvolvi o raciocínio lógico, o que me ajuda nas aulas de Matemática. Hoje sou outra pessoa e pretendo seguir com a música”.
 
A colega Jéssica Santana, 18, 4º ano, também do curso de Instrumento Musical, conta que chegou sem qualquer conhecimento musical no CEEP, e hoje se sente orgulhosa por tudo que aprendeu. “Cheguei aqui verde, não sabia tocar nada. Hoje toco violão, flauta, violino, bateria e contrabaixo. Quando comecei a estudar, me transformei, principalmente em relação ao meu comportamento. Sou uma pessoa mais tranquila, centrada e responsável. A música faz parte da minha vida de forma irreversível”.
 
Natureza musical – A diretora do CEEP em Música e responsável pela Orquestra de Flauta Doce, Cristina Nascimento, explica que, além das apresentações de avaliação, que acontecem no final de cada semestre letivo, os grupos estáveis da unidade desenvolvem um trabalho mais voltado à disseminar a música no ambiente escolar. “Este ano, a ideia é ultrapassarmos mais os muros da escola, levando as duas orquestras para tocar em público, em espaços diversos. Inicialmente, vamos nos apresentar em igrejas, por ser um espaço com uma boa acústica, que tem público e não tem custos”. Segundo a gestora, ainda estão sendo estudados os locais e as datas dessas performances.
 
A gestora fala sobre o efeito da música para o processo de ensino e aprendizagem e preparação destes jovens para o mundo do trabalho e para a vida. “É da natureza da música a capacidade de transformar pessoas para melhor, para o bem. No nosso caso, estamos falando de jovens estudantes que se tornam alunos mais atentos, disciplinados, amorosos, compromissados com a escola, com os estudos e com a própria vida. A música ativa diversas áreas do cérebro, modificando comportamentos. Por exemplo, pintamos a nossa escola há dois anos e ainda hoje não temos um risco nas paredes. Os próprios alunos cuidam da preservação do seu ambiente”, comemora.

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